3.11.06

Vaso


Dia desses, em uma conversa típica sobre os nadas com uma cara amiga de traços femininos, feministas -motivo pelo qual o ¿assunto? acabou por surgir, do nada- e irônicos, perguntei a respeito da quase lendária discussão inter-gêneros que envolve vasos sânitários e suas tampas.
O
¿assunto?, escatológico por natureza óbvia, acabou proporcionando uma interessante discussão. Nunca havia entendido esse problema: "Oras, o mesmo trabalho feminino ao abaixar a tampa é realizado pelo gênero masculino ao levantá-la".
O argumento feminino foi interessante e, ante a minha concordância inicial, encerrou o levante: "Sim, o trabalho é o mesmo. No entanto a tampa deve permanecer sempre abaixada
uma vez que a maioria dos procedimentos realizados no local [3 dos 4] a requer dessa forma".
Outro dia, não me lembro exatamente onde,
pensei que o engraçado desse problema é que nunca ninguém ouviu um homem reclamar do fato de que a tampa estava abaixada e nunca ninguém deixou de ouvir uma mulher reclamando do contrário. Depois de rir sozinho e lavar as mãos percebi que esse pensamento invalidava a lei estabelecida anteriormente. Oras, se para o homem é indiferente que a tampa esteja levantada ou abaixada, uma vez que ele consegue mudá-la de posição sem reclamar, ele pode se abster da necessidade dela abaixada previamente a um dos seus procedimentos. Dessa forma a condição da regra anterior foi invalidada, embora ante os questionamentos femininos sabidamente infundados.
Em um segundo momento da conversa abordei a minha teoria a respeito do tema controverso. Não se deve utilizar a maioria dos procedimentos como parâmetro uma vez que ela não existe mas sim a igualdade da questão ou, em outros termos, a quantidade de vezes em que o local é utilizado e por qual gênero ele é utilizado. Tal discussão não existe em locais onde moram apenas homens ou apenas mulheres.
Se o problema é dado quando a casa é habitada por um grupo misto é imprescindível que este seja analisado. Assim, em uma casa habitada por um grupo majoritariamente masculino, a tampa deve ficar de qualquer jeito e o grupo minoritário feminino terá de aceitar tal situação sem reclamações [em dias hormonais expressivos os homens devem relevar comportamentos exasperados]. Em uma casa habitada por um grupo majoritariamente feminino, a tampa deverá permanecer abaixada e o grupo minoritário masculino deverá ter o cuidado de respeitar esse direito [recomenda-se aos homens desta classe de grupo que tenham um estoque de chocolate que deverá ser utilizado em dias desatentos]
Em um grupo sem minorias, deve-se avaliar a quantidade de tempo que cada gênero permanece na casa ou faz uso do local. Se esses fatores forem extremamente significativos, podem servir de argumento nos grupos desequilibrados.
Perguntei-me depois dessa grandiosa reflexão, absoluto por ter encontrado um modo justo para a avaliação do problema, o porquê que a fiz, uma vez que mantenho a tampa sempre abaixada por motivos desconhecidos [creio que seja estético]. Não cheguei a resposta alguma mas acredito que isso tudo possa ajudar alguém, algum dia.
Pensando que ninguém lerá isso descarto a consideração anterior e acho melhor livrar-se do assunto com uma longa e merecida descarga, antes que dê mais merda.

4 comentários:

Anônimo disse...

Ótimo texto de HUMOR...
Acho que o novo guru da vida moderna se revelou. Coloque mais ensinamentos no seu blog...

Anônimo disse...

pq q eu num pensei nos CHOCOLATESS???? pUr quÊÊÊÊÊÊÊ????

ahuahua vou lembrar sempre dos chocolates.... alias... acrdito que e va escrever sobre esse assunto... isso se vc nao fize-lo antes hauhauhauhau

abraço!... vamo studá um poquinho ne?

vc acha q screve merda??? olha teu primo aqui: http://spaces.msn.com/danilofaj/

hehehe

^^P

Mikhailovitch disse...

Olha que entrei em devaneios semelhantes. Veja um antigo post meu, que se entitula identico ao seu.

http://marcelhaa.blogspot.com/2006/01/vaso.html

As suas conclusões são bastante democráticas, enqto q as minhas um tanto autoritárias.

Anônimo disse...

Considerando a relevância do assunto, achei de grande valia este espetacular texto!!!!
Mudou a minha vida!
Hehehehhehehehe

Bjo, Dé :)