
Catorze dias. Foi um relacionamento intenso, embora não duradouro. Muitos passeios, algumas fotos, nenhuma discussão séria. As vezes reclamava do frio a noite e, na manhã seguinte, por este motivo, demorávamos a nos entender.
Eu a conheci em uma loja. Estava de preto e, delgada, era bonita e discreta. Tinha um jeito tímido mas, como característico das tímidas, de alguma forma transparecia saber ousar nas horas certas. Nos dias seguintes percebi que estava certo quanto a isso.
Sorri quando a vi, ainda me lembro. Como parecia haver outros interessados, aproximei-me por instinto. De alguma forma nos entendemos... difícil explicar como essas coisas acontecem. Conversei um pouco e saímos juntos, no mesmo dia.
Catorze dias juntos pela cidade. Praia, parques, praças, longos passeios pela noite barcelonesa. Ao final do dia sempre voltávamos juntos para casa. Não conversávamos muito, o que nos unia era algo mais físico...
Disse por vezes que eu a usava. Que estava só me divertindo e que era uma relação cômoda para mim. Sentia-se uma mera acompanhante. Íamos apenas onde eu queria, reclamava de que eu sempre estava no controle da situação e que, quando estava com os amigos, sempre a deixava de lado. Estava certa quanto aos fatos, é verdade, mas eu não os via como um problema: Para isso é que foram feitas, afinal.
Pensei, depois, que talvez deveria ter me importado mais, tê-la protegido... não sei. Justamente quando comecei a me importar, gostar dela realmente, ver tudo de uma forma diferente e não como uma diversão ou comodidade, era tarde, ela se foi. Provavelmente com um imigrante...
Afinal entendo o dilema "não sei se caso ou se compro uma bicicleta". As semelhanças são muito mais próximas entre as situações do que imaginamos. Finalmente tenho uma resposta par tal. Qualquer uma das duas coisas: Dá no mesmo. Hahahaaaaaha.
Quando você começa a gostar, as duas desaparecem!
Dizia sempre que precisava dar um nome à minha magrela. Finalmente, quando a perdi, o encontrei: Scarlet [O'Hara ou Rou'bada, hahahaaaaaaa].
Vinte e um anos vivendo em São Paulo. A megalópole insana e violenta: Nenhum roubo, assalto, cara feia ou intimidação. Dois meses em Barcelona: Consigo ficar com uma bicicleta por duas semanas até que ela seja roubada. Hahahaaaaha.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEEEEEEE FOFOLEEEETEEE!!!
"Mais, c'est la vie". Futebol tem dessas coisas. Tem dia que de noite é assim.
Putz, o saco de ficar sem a Scarlet é ter de voltar a andar de metrô. Ao menos dá pra ouvir boa música ao fazer baldeação nas estações! Haaaaahahaa.. Já estava ficando de saco cheio com essa história de exercício, mesmo. Hahahaaaaaaaaaaaahahhahaa. Até os deuses do acaso me impedem de fazer exercício, paciência!
Bão, é isso!! Rotina modificada, poste escrito! Não fiquem com pena de mim, só xinguem alguma coisa, dêem risada com o que escrevi no começo, ao ler de novo com outros olhos e não pensem que eu sou um porco chauvinista pelas palavras "Para isso é que foram feitas, afinal". Ainda creio que haja uma pequena diferença entre as mulheres e as bicicletas [sinto os tapas que deveria levar no Brasil ante essas palavras].
Beijos e saudades!
