26.5.07

Jesús desce desde os céus


Ainda a espera de alguma justificativa plausível para os sacrifícios necessários para a virtude cristã, bebo uma garrafa do sangue do Galileu... não qualquer sangue, mas um de Rioja, Tempranillo. Crianza, safra 2004, mais arterial que venoso...

Sinto por abandonar por um tempo relevante esses domínios, creio que os perturbei demais com postes demasiado longos e tediosos.

"MAIS FOTOS E MENOS TEXTOS..."

Foi o que pensei que pensavam... de qualquer maneira, a mim, me dá igual.

Enfim férias e, por consequência contraditória, estudos mais do que normais. Embora nunca duvide das minhas capacidades, a evolução fonética do latim vulgar até uma lingua romance como o galego-português me parece dificultosa... quanto mais para um dentista acostumado com as relações físicas da língua...
Mas... Afinal de que diabos falamos?

Ah, sim!!! A descida de Jesús desde os céus...

Eis que esperava, pessimista, ao juízo final; esse sentimento e professia cristãs que representam melhor o amor ao próximo, a tolerância e as diferenças entre os seres.
Talvez como um dos poucos que o conheçam pessoalmente, fui avisado de que hoje, dia vinte e cinco do mês de maio do ano de 2007 da era vulgar, em horário GMT+01:00, considerado ainda o horário de verão espanhol, Jesús desceria, em definitivo, dos céus até a terra.

E assim foi, sem mais nem menos! Um dia comum como qualquer outro, como tantos outros, mortais.

Rindo como um infrator em un país sulamericano com 25 dólares em espécie disponíveis e o caráter à disposição, recebi uma ligação para ir à praia no dia seguinte.


As trombetas não sonam, o divino não age e, por consequência apreciada, as pessoas não gritam. Foi só mais um ser despencando, com o auxílio divino de um paraquedas, no mundo. Tempo curto para quem está abaixo e de um relativo infinito para que está acima. Será essa a noção forçada de eternidade?

Alheio ao todo e a tudo, reservo-me mais um dia para a contemplação de um mundo estranho e querido. Embora o veja mais dionisíaco do que serviçal, ainda tenho que criar meu terreno para o meu próprio terreno terreno.

E assim, terráqueos, sem muito em que alongar, explicar ou fazer sentido, os abandono, sem maiores explicações, com e como o egoísmo ressonante ante qualquer coisa viva ou morta, sagrada ou desprezível...
Ao final, é tudo o mesmo.

Sem saber ao certo qual insurgente heterônimo que vos fala, aosdeuses!

[Meu bom-humor estava sob xeque cavalar quando ao escrever esse poste, creio...]

3 comentários:

Anônimo disse...

"...Enfim férias"?!?!?!?!

hAUHAuAHAHuAHuAHuAHUAhAUhAUhAUhAUhAUhAUhAUhaUhuahAUhauhaUhaUhAuahuaHua

Faaaarrrrrtttttaaaaaaavvvvvaaaaaaa!

o cara mais underground que eu conheço é o... é o... é o...

por aqui, cestinhas de 3 pontos, 2 pontos, 1 ponto e aro vez ou outra... rsrs, o importante é pleiá!

hum, nuno mindelis tá em turnê nas zoropa aí, vê no site dele!

sardade!

funhé funhé!

Anônimo disse...

Nem vou comentar sobre suas férias... 6 meses de lambuja... bleh!

E as fotos?
Mais textos e menos fotos, né?

mémémé...
Oh, essa decida de jesus do céus, valeria mais um vídeozinho no You Tube...*rs*rs*

bjo bjo!

Mikhailovitch disse...

ok, quando tiver bastante dinheiro você compra uma maldita fazenda...

Por que não pulaste tbm?