1.6.07

Como?


Aproveitando a deixa do poste anterior que me permite a expressão desfigurada e irresponsável por não assumir autoria alguma, embora a assuma como parte minha, prossigo consciente a escrever sobre a mim, sem revelar quem sou, através de um ser multifacetado que, em busca da compreensão alheia, descompreende-se.

Eu me organizando posso desorganizar, eu desorganizando posso me organizar.

Órgão?

A desorganização é tão confusa que pode proceder como um vandalismo a um instrumento eclésico ou como uma ...ectomia qualquer e, ao mesmo tempo, a razão de preceder um ralho maternal, quando presente em um quarto adolescente.


Se a palavra se encontra exata em todas as suas significações possíveis em um mesmo momento eis que temos uma pequena amostra do caos: Ela não pode organizar-se de maneira a compreender-se em todas as suas significações sem fugir de uma realidade concebível.


Daí a beleza de nem sempre ler bem; de criar significações a partir de uma ignorância parcial. Ao deduzir através de radicais ancestrais errôneos, por similaridade de fonemas, criar sem querer um novo significado possível, por vezes engraçado, por vezes poético.


A partir daí a liberdade é tamanha que permite a ampliação do léxico já estabelecido através de significados errôneos lógicos e de neologismos absurdos, fantásticos, supérfluos, necessários,desencontrados, por vezes tão precisos que ainda não encontram a situação específica para a sua significação. Palavras póstumas que, talvez, nunca venham a significar.


"Eu significo!"


Tanto me parece a bandeira de um detentor da verdade absoluta e incontestável quanto a afirmação de uma pré-adolescente levemente inteligente que, em busca de uma compreensão e afirmação da sua sexualidade, exprime-se dessa forma para explicar que, para si, o horóscopo tem forte influência na escolha de um par para relações linguais esporádicas.


Que importa se o contexto é aparentemente impossível? A palavra existe e, um dia, pode vir a nascer, e calar a todos os gramáticos, estupefatos, rancorosos, retrógrados. A afirmação popular e o seu contexto é o que faz a vida das palavras! A sua sobrevivência, a sua evolução...


Pode chegar um dia em que máquinas possam se reproduzir sem a intervenção humana. Não seria um dos limites buscados da automação? E daí uma palavra como "Espermatozórde" não deverá incitar risas, senão ser respeitada como fonte de criação ou apelidada de forma chula para expressões que extravazem a raiva sentida por um computador qualquer que se recusa a funcionar como deveria.


Repito: Há palavras que nascem póstumas.


Pode, além de profetizar fenômenos futuros, elucidar comportamentos humanos contemporâneos: É claramente visível como uma vez ao ano alguns homens se tornam mais sutis, suaves, doces e, por que não? quase crocantes em épocas natalinas.


Momento de reflexão? Memória do hebreu? Presentes de familiares? Besteira!


Taí uma explicação biológica plausível que leva tudo isso abaixo: A ação do hormônio Testostorrone!
Mesmo que não comprovada pela ciência continuará presente socialmente e saberemos o verdadeiro motivo. Isso basta.


E, real e sinceramente, basta!

P.S.
Palavras como "espermatozórde" e "testostorrone" são criações Junélicas. Essas e outras palavras inovadoras podem ser encontradas aqui: http://linedrop.blogspot.com/

Un saludo, ¡boludo!
Adeu.